SOLIDÃO É UM VENTO
Tenho excessos. Esses que eu sei que te cabem e te preenchem os vácuos. Os vácuos que a solidão insiste em ventar.
Pra mim ela é um vento. Vento frio e seca, que faz ecoar a dor pelos buracos da alma. Que derruba os objetos em cima da mesa, que assanha os cabelos, que desmarca a folha do livro, que traz consigo o desabrigo.
Tão frio que congela a alma.
Tão seco que inibe a calma.
Neilla Albertina
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