Poderia ser uma dor qualquer, uma dor de cabeça, uma dor de cólicas renais, uma dor de quando se bate o dedinho no pé na quina da mesa da sala.
Mas não.
É aquela dor de amargura que bate no peito e se aloja. Sabe como é? Dor de ódio acumulado, de choro engolido, de sorriso falsificado. Todos os músculos travados, os punhos cerrados, os dentes rangendo e a testa franzida.
Dói mais do que qualquer dor.
- Bianca Landi

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