sábado, 1 de outubro de 2011
Tô achando tudo uma merda, um porre. Desde tardes de segunda-feira a madrugadas de sábado. Tô vendo peso demais onde só tem gente pura, de tanto que vi gente pura onde o espírito era podre. Não há alimento que me satisfaça; não há movimento que não me assuste. Não há presença que me acalme. O choro não sai: não há lágrimas. Mas há ódio e sarcasmo em cada palavra cuspida. O coração palpita o tempo todo, pedindo socorro, querendo fugir do corpo. O cérebro mal funciona. As mãos mal conseguem segurar um copo de vidro sem espalhar água por todo o azulejo da cozinha. E é assim que tem sido; com sonhos mal dormidos, sapos engolidos e desprezo pelo reflexo do espelho. -Bianca Landi
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